Novela “Rainha das Flores”: História e Personagens

rainha_das_flores_episodios_resumo_sic_Novela Rainha das Flores –SIC Portugal: em Rainha das Flores conta-se a história de Rosa, vítima de amnésia retrógrada, e de Narcisa, que tenta aproveitar-se do acidente da irmã para ficar com a riqueza que ela construiu na última década. E é também a história de Daniel, o marido de Rosa que, de um dia para o outro, se torna um desconhecido para ela. Estas são as duas tramas principais de Rainha das Flores, a novela que resgata o tema da perda de memória e, neste caso, as consequências que isso trouxe para a história da vida de Rosa, Narcisa, Daniel e Marcelo, entre tantos outros.

ROSA SEVERO [Sandra Barata Belo]: De Severo só tenho o apelido. Na verdade sou cuidadosa, generosa e compreensiva – aprendi cedo que esse é o maior segredo para retirar das flores o melhor que elas nos podem dar. Mas nada disso faz de mim uma pessoa passiva, pelo contrário. No trabalho sou imparável, exigente e centralizadora. Só assim fui capaz de pegar em tudo o que o meu pai me ensinou e, com a ajuda do curso em Botânica (pago também por ele com enorme esforço…), construir um grande negócio. Era o seu sonho e depois passou a ser o meu. Em casa, não imponho o meu ritmo, mas estou atenta às atitudes e escolhas dos outros, sobretudo da Sofia e da Júlia. E quando acho que estão a perder o Norte, sou a primeira a chamá-las à atenção. A única coisa que realmente me tira do sério é a injustiça. Por isso, quando começar a desconfiar que a Narcisa tentou tirar algum proveito da minha tragédia, vou realmente ficar irreconhecível… para pior. Até lá, vou tentar pôr a minha cabeça e a minha vida no lugar, depois do acidente, mas os dias vão trazer desafios difíceis de ultrapassar. Seja lidar com a minha filha, Júlia, de quem não me lembro; com o negócio (e como geri-lo, já que também me esqueci de algum know-how…), e ainda com Daniel, o homem com quem construí a minha vida, mas pelo qual não me sinto atraída. Se ele não existisse acho que me deixava levar, definitivamente, pelo Marcelo (sim, eu vou me envolver com ele…), mas depois o Daniel vai saber como reentrar na minha vida. E eu vou andar indecisa para desespero dos dois. E meu também!

NARCISA [Isabel Abreu]: Há quem diga que tenho uma natureza má, aquilo que a sabedoria popular chama de “mau fundo”, mas eu nego sempre. Não estava no sangue. Foi a vida que me tornou assim. Se não, vejam bem… tudo começou a correr mal, poucas horas depois de ter nascido, quando os meus pais registaram esse belo nome que me acompanha até hoje… Narcisa. Até nisso a Rosa foi beneficiada. De resto, passei a minha infância a ouvir como ela era simpática, alegre, “uma princesa”, enquanto comigo havia sempre um problema: ou era o cabelo, ou a pele ou as ancas… por mais que eu tentasse era difícil ficar bonita – até hoje é. Comecei a trabalhar na terra ainda muito nova e isso nunca perdoei ao meu pai. Era uma vida dura e eu nunca quis aquilo para mim, mas acabei por aprender a lidar com tudo o que tem a ver com as flores… por obrigação. A Rosa também punha as mãos na terra, mas para o meu pai era sempre mais importante que ela estudasse. E, assim, sobrava mais trabalho para mim… Quando o Tó apareceu na minha vida fiquei deslumbrada com a canção do bandido que ele entoou e engravidei. Santa ingenuidade! E repeti o mesmo erro uns anos depois, numa altura em que decidi ir atrás dele. Quando reencontrar a Rosa não lhe vou contar o que realmente aconteceu para termos cortado relações, só metade da história. Só metade da história. Mas também vou cometer os meus erros. Um dos principais é ceder à tentação de me envolver com o César. Ele vai desesperar, mas um dia vou me deixar levar… E se, por um lado, vai me fazer sentir um prazer mais do que recalcado, por outro vou me arrepender para o resto da vida quando perceber que, afinal, tudo o que ele quer resume-se a dinheiro. O Bruno é outro que me vai tirar do sério quando engravidar a Sofia e começar a fazer-me frente… tantos açoites eu dei nesse miúdo a ver se ele aprendia, mas nem assim! Tudo isto vai me fragilizar, mas na verdade só há uma pessoa capaz de realmente acabar comigo: o Tó. Por isso, no dia em que ele reaparecer na minha vida eu vou pensar que só pode ser um fantasma. Mas, afinal, não é…

BRUNO SEVERO [Luís Garcia]: Quem me conhece costuma dizer que eu sou tímido, reservado… que vivo no meu mundo… e é verdade. O que as pessoas não sabem é que, além de tudo isso, eu sou um rapaz de 18 anos que vive amedrontado pela figura da mãe. A senhora Narcisa definiu um plano austero para a minha vida e até agora eu segui quase tudo à risca. Digo “quase” porque quando não o fiz ela levantou logo a mão. E lá entrei eu na linha outra vez. No entanto, no dia em que formos viver para casa da minha tia Rosa, tudo vai começar a mudar. E eu, que pensei que nunca seria capaz de me sentir livre e feliz começo a mudar de ideias. O gatilho é a Sofia. Assim que lhe puser os olhos em cima vou sentir que com ela tudo pode ser diferente. E vou começar a ter coragem de viver e enfrentar a minha mãe. É claro que não vai ser fácil e só com a ajuda do doutor Fialho é que vou conseguir encontrar algum equilíbrio para enfrentá-la. A partir daí, vai ser guerra aberta! Também vai ser a Sofia a levar-me para o Aliança e é lá que vou descobrir a paixão pelas corridas e pelo atletismo.

DANIEL DE SOUSA [Pêpê Rapazote]: Eu sou aquilo que se pode chamar “fruto do espírito livre”. Por isso, énatural que não goste de horários, agendas e pressão. Desde criança a minha mãe sempre alimentou essa liberdade e em casa só havia uma regra: a do respeito mútuo. Esta filosofia de vida sempre chocou muita gente e eu assumo que, por vezes, o ambiente era um pouco caótico, mas resultou. Pelo menos para mim que aprendi a fazer opções tendo em conta a realização pessoal, a satisfação interior. Sou mais intuitivo que racional e esta é talvez a minha principal qualidade enquanto designer e recuperador de móveis. Ao longo dos anos tenho me safado, mas é verdade que nunca consegui ter uma vida tranquila financeiramente… Nesse aspeto, a Rosa tem sido uma grande companheira, pela forma como respeita (sempre o respeito…) as minhas opções e suporta as contas da casa. O acidente dela vai provocar uma autêntica “cambalhota” na minha vida. De repente, não sabe quem eu sou e, para piorar, fica interessada noutro homem. Mas eu já tive uma história traumatizante com a mãe da Sofia e não preciso de outra… Na verdade, Sofia é fruto de um namorico de juventude, cuja mãe decidiu fugir depois dela nascer. O problema é que eu nem cheguei a saber que ela engravidara. Só soube mais tarde, quando Sofia já se encontrava numa casa de apoio a crianças órfãs. Este foi o gatilho para que, hoje em dia, eu tenha uma pequena associação de Apoio a Crianças Abandonadas, com o meu sócio e melhor amigo Tomás. O trabalho da associação é recolher brinquedos em 2.ª mão, roupa usada e outros bens de primeira necessidade (como medicamentos nas farmácias, por exemplo), deixá-los apresentáveis (arranjar os brinquedos, a roupa, etc) e fazê-los chegar às instituições onde estão as crianças. Esta associação vai ser muito importante no meu “reencontro” com Rosa, a mulher da minha vida pela qual vou lutar de forma insana para reconquistar. O Marcelo vai ser um grande obstáculo, mas a Narcisa, a irmã desconhecida da Rosa, essa vai revelar-se a principal opositora à conquista do meu objetivo. Com ela, vou ter o maior confronto da minha vida e, a certa altura, vai ser claro que na nossa casa só há lugar para um de nós.

SOFIA DE SOUSA [Bárbara Lourenço]: Não acredito em paixões mornas, vividas pela metade. Por isso, os estudos passaram para segundo plano e a única coisa que me interessa é a natação. A Rosa tem medo que o desporto não garanta a estabilidade que, um dia, a minha vida vai precisar. Eu digo-lhe para não levar tão à letra as minhas quedas no tapete – o que interessa são as medalhas e já tenho uma coleção considerável. Felizmente, o meu pai dá-lhe a calma que ela precisa e, a mim, o apoio de que não prescindo. Vou acabar por me transferir para o Clube Desportivo Aliança, depois de tanta insistência da presidente Piedade. Lá, vou treinar e dar aulas de natação aos pequeninos, além de passar mais tempo com o meu namorado Tiago, filho da Piedade, que trabalha na secretaria do clube. Mas confesso que, às vezes não vou achar boa ideia estar tanto tempo com ele… O meu verdadeiro desejo é fazer história como a Teresa Gaspar ou a Telma Monteiro e ir aos Jogos Olímpicos. Aliás, eu quero mais: quero uma medalha olímpica! Só que o destino vai pôr-me à prova e a chegada do Bruno pode arruinar a minha meta. O que começa por ser uma relação de apoio a um rapaz que cai de para quedas numa família estranha, dá origem a um romance secreto… e uma gravidez. Nessa altura, vou ter de fazer a escolha mais difícil da minha vida: perder um filho ou o sonho olímpico. O meu amor pela natação veio da confiança que ela me trouxe. E eu confio que vou fazer a escolha certa. Mais uma vez.

JÚLIA DE SOUSA[Madalena Aragão]: Sim, admito que sou um bocado irrequieta, mas juro que não tem nada a ver com hiperatividade. Faz parte do meu feitio, falar muito e estar sempre a fazer alguma coisa. Felizmente, cresci numa família que me compreende, o mesmo já não posso dizer da minha tia Narcisa. Ela que, a determinada altura, vai me levar a uma consulta com um psicólogo e mesmo depois dele dizer que eu sou “normal”, começa a pôr comprimidos na minha comida às escondidas para me acalmar. Nessa altura, vou andar quase tão zen quanto a minha avó, mas quando descobrir a verdade vou me vingar. O meu grande companheiro vai ser o Nuno, filho do Marcelo. Com ele vou poder falar à vontade do que sinto em relação ao acidente da minha mãe. E é também com ele que vou começar a praticar natação no Aliança. No decorrer da história vou pegar numa câmara de filmar e fazer um documentário sobre a história da minha mãe para ajudá-la a tentar recuperar a memória. E isso vai nos ajudar a descobrir um pouco mais sobre quem realmente é a minha tia Narcisa.

CARMEN DE SOUSA [Rosa do Canto]: Descobri o budismo no final dos anos 70, muito antes, por isso, do impacto que a religião teve na Europa. Desde essa altura tem sido uma longa jornada, durante a qual tornei-me praticante de yoga, comecei a meditar, fiz retiros espirituais, entre tantas outras coisas que continuam a fazer parte da minha vida diariamente. O que me fez entrar nesse mundo foi o desaparecimento, súbito, do meu marido. Nunca encontrei uma razão minimamente plausível para o que aconteceu. Com o meu filho Daniel ainda muito pequeno e sem qualquer ajuda, tinha de me agarrar a alguma coisa e apareceu o budismo. Tornou-se a minha filosofia de vida e ajudou-me muito a lidar com os miúdos na escola. Apesar disso, não carrego a bandeira da minha religião; prefiro ficar à espera que façam perguntas e mostrem curiosidade. Sou bem-humorada e é muito difícil irritar-me. No meio de toda esta história dramática que acontece à Rosa, vou ser a única lá em casa a conseguir manter algum equilíbrio… Mas é verdade que a Narcisa também me vai tirar do sério e vai ser difícil dominar a raiva que às vezes se apodera de mim. Eu sei que a Rosa sempre se sentiu grata por eu lhe ter ajudado a construir o que tem hoje, mas o sentimento é recíproco. Ela também fez muito por nós e, em particular, pelo Daniel. Por tudo isso, é muito difícil para mim vê-la a afastar-se do meu filho e eu não vou desistir enquanto não voltar a vê-los juntos.

FIALHO BARROS [António Fonseca]: Sempre amei a minha profissão. E, para mim, ser psicólogo sempre foi algo tão natural quanto ter nascido numa casa com seis irmãos e dois pais disfuncionais: a minha mãe uma escritora com impulsos suicidas; o meu pai, um esquizofrénico mulherengo com outra família. A profissão ajudou-me a encontrar uma justificação teórica para tudo o que vivi naquela casa, mas não evitou que fizesse um corte absoluto em relação a eles. Apesar de ter constituído uma família e ter-me realizado, profissional e financeiramente, também eu vou ter as minhas “imperfeições”, curiosamente, ligadas a essas características dos meus pais: tenho uma amante há mais de 20 anos, o que vai ser um choque terrível para a minha Rute quando ela descobrir e pôr em causa o nosso casamento; e, pior, vou sofrer de uma doença terminal e desejar pôr fim à minha própria vida. Até lá, porém, terei de voltar a dar consultas por causa da falência do atelier dos meus filhos – onde vou receber a Rosa, a Júlia, o Bruno e o Rafael, entre outros. Regressar ao trabalho nem me incomoda tanto, agora ter de vender todos os nossos bens… É um rude golpe para um homem da minha idade. Pode ser que a partir de agora o César deixe de fazer asneiras… O que me vai ajudar muito nesta altura é a convivência com o Rui e o Samuel, os meus grandes e velhos amigos. E a companhia da Piedade que nunca me deixa de fazer sentir um verdadeiro homem, mesmo com 67 anos.

RUTE BARROS [Cristina Homem de Mello]: Eu pensava que tinha uma vida segura. Mas esta certeza desapareceu quando a chico-espertice do meu filho César levou aquela obra e toda a família à ruína, obrigando-me a dar aulas de pintura em casa para ajudar nas contas da família. Um dos meus alunos vai ser o jovem e talentoso Rafael, através do qual vou conhecer mais a fundo a street art. A mistura dos dois universos vai ser fascinante também para mim. Tirei o curso na ESBAL e durante algum tempo ainda pintei os meus quadros, mas a minha vida profissional foi feita, acima de tudo, no ensino. Só que agora, com a minha idade, este não era o meu plano. Eu queria aproveitar a reforma para viajar com o Fialho e conhecer países onde nunca tinha ido. No entanto, o meu casamento vai ficar em risco no dia em que descobrir o caso do Fialho com a Piedade. Vou ficar em choque e chegar a culpar-me, mas depois deixo de ter pena de mim. Aí vou tornar-me determinada e, a certa altura, explorar a sexualidade de outra forma. Vou ousar, desfrutar do meu corpo que faz inveja muitas mulheres de 40 e que o Rui vai saber aproveitar. Vou assumir o controlo da minha vida. E não há trabalho, marido, nem filhos que destruam este plano!

MARCELO BARROS [Marco Delgado]: Se há dez anos me dissessem que hoje estaria divorciado e falido, eu iria soltar uma sonora gargalhada e diria que, para isso acontecer, tudo na minha vida teria de caminhar para uma catástrofe. E caminhou… Não passo muito tempo a tentar encontrar justificações para o que me levou até aqui, mas é claro que uma das razões teve a ver com as minhas escolhas: ter casado com a Beatriz, que se transformou numa pessoa irreconhecível depois do nascimento do nosso filho; e ter investido no atelier do meu irmão – ele que, literalmente, deu cabo do negócio. A partir daqui vai ser muito difícil conviver com ele e, uma vez por outra, lá vamos nós engalfinhar-nos como dois adolescentes… Dentro deste turbilhão em que a minha vida se transformou vai, no entanto, aparecer a Rosa, a única pessoa a dar-me esperança que posso realmente voltar a ser feliz. Eu sei que ela sofreu um acidente brutal, que tem amnésia e uma família, mas quando começo a perceber que poderei ser correspondido, vou avançar. Com o Daniel vou andar sempre em conflito, mas nos momentos em que conseguir estar com a Rosa, vou me sentir apaixonado e realizado. E vou lutar por ela. Afinal, também tenho o direito de ser feliz.

CÉSAR BARROS [Gonçalo Diniz]: O meu lema é: “Quem acha que não pode ter tudo, quer pouco”. Raramente falho. Mas quando acontece, o efeito é tão grandioso quanto a minha vontade de vencer sem esforço. Sim, foi o mau negócio que fiz e o descuido do trolhafantasma que levou a minha empresa e a família à falência. Mas nunca vou admitir isto. Depois deste falhanço único, mas épico, tornei-me agente imobiliário. Só que não quero vender casas. Quero ter casas. Na praia, no campo, na cidade… em todo o lado. A arquiteta Paula, com quem gosto de dar umas voltas de vez em quando (sem compromisso, como faço sempre questão de dizer…), vai ajudar-me a encontrar o meu bilhete dourado: a Floriz. Quando descobrir o potencial que a empresa pode ter na minha conta bancária, vou aproximar-me da Rosa. O meu charme e corpo irresistíveis ficavam-lhe melhor que os bons princípios do Marcelo. Só que a amnésia tirou-lhe o poder. A Narcisa é o alvo a atingir, mas não vai ser tão fácil como pensei. É dura e está em hibernação sexual há 10 anos. Mas em 40 que tenho de vida, nenhuma mulher me resistiu. Isso também não vai acontecer com a Narcisa. E quando esse dia chegar, a casa dos Severo vai ter um novo magnata na calha de apelido Barros.

BEATRIZ CORREIA [Leonor Seixas]: O nascimento do Nuno mudou-me completamente como pessoa. De repente, fiquei estarrecida por ter uma pessoa tão dependente de mim, mas decidi assumir a responsabilidade. A cem por cento. Passei a ver o mundo como um lugar verdadeiramente selvagem para se viver e, com uma criança tão pequena, fiquei mais vulnerável. Os alimentos cheios de químicos, as vacinas e os antibióticos, as escolas sem respeito pela individualidade… Enfim, tantas coisas que não queria que o meu Nuno enfrentasse. Com o tempo aprendi que é possível encontrar alternativas, o que exige muito de mim. Mas quero que o meu filho seja diferente, verdadeiramente saudável, física e psicologicamente (e se a certa altura tiver de o tirar da escola para adotar o ensino doméstico, podem ter a certeza que o farei!). É claro que tudo isto vai contra aquilo que o Marcelo quer para o filho, mas já estou cansada de lhe explicar que nós nunca vamos estar de acordo em relação à educação do nosso filho. E não vou fazer cedências, nem que por vezes tenha de tomar decisões radicais. Para me sustentar dou aulas de aeróbica no Aliança, onde vou conhecer a fantástica Carmen e, mais tarde, o seu filho Daniel, com quem vou ter uma relação muito próxima. Poderá ser ele o pai que eu adorava que o Nuno tivesse? Vamos ver…

NUNO BARROS [Bruno Lagrange]: Eu gosto muito da minha mãe, mas ela cansa-me… Está sempre a fazer comparações com os outros miúdos da minha escola, as coisas erradas que eles (e os pais deles) fazem… a falar das vantagens do arroz integral, da soja, os perigos dos medicamentos, das novas tecnologias… Enfim, com o meu pai ao menos posso estar tranquilamente a ver televisão enquanto como pipocas doces ou a jogar computador sem que alguém esteja a controlar se é violento, se tem armas, sangue, etc… Eu preferia viver com ele, mas é claro que nem me atrevo a dizer isso a ela… Às vezes, sinto-me um extraterrestre na escola e é também por ser tão diferente que vou ser alvo de bullying. Na sequência disso, vou ter aulas de natação no Aliança e vou adorar. A Júlia vai ser a minha melhor amiga. Com ela vou poder falar sobre tudo o que me incomoda. Mas, enganem-se, se pensam que vamos ser uns “anjinhos”. Também vamos pregar as nossas partidas.

ALEXANDRA PIEDADE [Marina Mota]: O meu pai foi o fundador do Aliança, há mais de 50 anos, por isso, terme tornado presidente do clube é a concretização de um sonho. Desde que assumi o cargo, há cerca de seis meses, já consegui mudar algumas coisas, mas a principal mudança vai ser trazer a Sofia para o clube. A miúda é talentosa e tenho a certeza que, com as medalhas que vai ganhar, é a atleta certa para levar o nome do Aliança ao mundo inteiro, chamando a atenção de mais patrocinadores. No dia em que aparecer grávida vou ficar mais chocada com a possibilidade dela não ir às Olimpíadas do que ter traído o meu filho… É que de relações escondidas percebo eu… Não fosse amante do Fialho há mais de 20 anos… Durante todo este tempo sempre tive a esperança que ele deixasse a mulher. Agora, quando o nosso caso for descoberto, pode ser que o meu desejo se concretize.

TIAGO PIEDADE [José Condessa]: Passo os dias enfiados no Aliança, a tratar de contas e sócios… mas a minha cabeça está quase sempre na Sofia. Quando ela vier treinar para o clube, eu vou andar nas nuvens, mas mais tarde vou ter uma grande desilusão. Vou ficar muito transtornado e acabar no doutor Fialho, onde vou descobrir que ele já conhece a minha mãe há mais de 20 anos e que também sabe mais sobre a minha vida do que eu pensava… Terá ele alguma coisa que ver com o pai que nunca conheci? É o que vou tentar descobrir.

RUI SÁ [Ricardo Carriço]: Eu tive a vida que pedi a Deus, com uma família realizada, um trabalho bem remunerado, amigos do peito… Mas, desde há dois anos, tudo ficou mais amargo com a morte da minha Luísa. Com a nossa única filha, Renata, fora do país, acabei por ter os primeiros momentos de solidão e, se não fosse o Fialho e o Samuel, acho que teria enfrentado uma valente depressão. É por isto que, quando a trama arrancar, vocês vão me ver a insistir tanto com a minha filha para ela voltar para o país. E quando conseguir, depois de lhe acenar com dinheiro para investir num negócio próprio, vou ficar muito feliz. Mas nada é conforme o que planeámos. O negócio sólido que eu pensei que ela fosse abrir, afinal, vai ser uma agência de emprego para excluídos sociais… O que abre logo um conflito entre nós. Além disso, ela virá também com o namorado. Os dois, na minha casa, a dormirem no mesmo quarto: não é que eu seja um homem muito “tradicional”, mas não vai ser fácil engolir isso… Pior vai ser mesmo quando eles atravessarem uma crise que vai pôr tudo em risco, relação, empresa… Nessa altura, vou acabar por me aproximar de Artur e, mais tarde, ser o principal incentivador da reconciliação dos dois. Um dos meus principais dramas, no entanto, vai ser vivido com o Fialho, quando me envolver com a mulher dele num período em que o seu casamento estará em crise… Vou me sentir vivo outra vez, mas muito culpado também. E aqui estou longe de saber que ainda há outra mulher que se vai cruzar na minha vida…

RENATA SÁ [Sara Salgado]: Formei-me em gestão, em Lisboa, e tirei um MBA, em Barcelona, onde conheci o Artur. O meu coração é dele, mas sobretudo o meu corpo que ele ensinou-me a conhecer melhor do que ninguém. Contrariamente ao que acontece com tantos casais, o tempo tem sido nosso grande amigo e o desejo de estar um com o outro é cada vez maior. Geramos inveja e parecemos indestrutíveis, mas todas as relações têm as suas fragilidades. No início da trama, o meu saudoso pai vai convencer-me a regressar a Lisboa onde vou abrir o meu negócio de sonho com o Artur: uma agência de emprego de inclusão social. Vamos apoiar pessoas excluídas pela sociedade, como ex-presidiários e jovens problemáticos, e tentar inserilas no mercado de trabalho. Enquanto o projeto estiver em rota ascendente, a minha relação com o Artur vai continuar a ser um conto de fadas, mas depois os problemas vão surgir e entramos em rota de colisão, com posturas diferentes relativamente a alguns dos nossos clientes. É aqui que, pela primeira vez, a nossa vida sexual vai esmorecer… e vou envolver-me com o Nando. A certa altura, ele até vai querer levar-me para a Madeira, mas será que quero mesmo deixar o Artur e virar a minha vida do avesso? Durante a fase difícil que a nossa agência vai enfrentar, começo a vender alguns artigos eróticos para ganhar dinheiro, recorrendo ao conhecimento que tenho desse universo, desenvolvido ao longo do tempo com o Artur… Ele não vai gostar muito, mas vou ter mais clientes do que alguma vez imaginaria…

ARTUR [António Camelier]: Um dia, a Renata disse que nós somos o casal wow e até hoje confesso que não encontrei melhor definição. Todos os nossos amigos assumem a inveja pela sintonia que veem em nós e perguntam sempre qual é o segredo. E nós dizemos que somos almas gémeas, sobretudo na cama, onde vale tudo. Tirei o curso de Economia, em Barcelona, com a mesma facilidade com que me apaixonei pela Renata. Depois de abrirmos a agência de emprego, no entanto, tudo vai mudar. E continuamos a ser o casal wow, mas agora por causa do espanto que a nossa crise vai causar a todos. É aqui que me vou envolver com uma das ex-presidiárias que conheço na agência. Eu e a Renata vamos andar em campos opostos e as discussões vão passar a ser tão normais quanto um espirro no inverno… Mas é durante esse período que vamos perceber se realmente temos uma relação suficientemente estruturada e capaz de sobreviver.

MOISÉS DA PAZ [João Ricardo]: Sou o funcionário mais antigo da Floriz e motorista da frota de distribuição. Trabalho que me farto, mas a promoção que bem mereço nunca mais aparece. E o salário que a dona Rosa me paga nunca foi justo, nem com aumentos que mal se veem. A chegada da dona Narcisa vai encher a minha carteira. Bem sei que os favores que ela me pede vão contra o que se diz na igreja, embora ela diga sempre que está a defender a irmã… Não sei se é verdade, mas também não me interessa. A dureza da vida está marcada no meu corpo forte e tenho pouca pachorra para os desenhos do meu Rafael. Ainda estou à espera do dia em que ele vai começar a ser um homem a sério. Como eu.

MARIA DA PAZ [Maria d’ Aires]: Sou grata pelo que conquistei. Cresci pobre, mas ganhei forças para lutar e chegar a chefe de funcionários da estufa Floriz. Não entendo a resmunguice do Moisés com a dona Rosa, que sempre nos deu valor e trabalho. A dona Narcisa cheira-me mais a espinho do que a flor. Quando descobrir as malvadezes que o Moisés faz por ela, vou expulsá-lo de casa. O Moisés vai bufar, dizer que mais nenhum homem me vai querer, mas sou rija no meu tamanho sardinha, como os estufeiros Hugo e a Gabriela bem podem comprovar diariamente comigo. Quero muito ajudar o meu filho a ser artista e, um dia, gostava de realizar o meu sonho.

RAFA [Rafael da Paz]: Qual a probabilidade de um miúdo como eu, fruto de uma família humilde que trabalha numa estufa de flores, se tornar um artista urbano? Uma probabilidade ínfima, é certo. Mas é por esse objetivo que vou lutar ao longo da história. Não quero chocar, quero ousar. Se curtem os meus desenhos, fixe, se eles causam desconforto, fixe na mesma. É sinal que o pessoal sente alguma coisa com a minha arte. Apesar de confiar no meu talento, sou puto e ainda não tenho a confiança e o reconhecimento do Vhils. Por isso, vou sofrer com a rejeição ao meu trabalho. O meu pai vai ser um grande opositor do meu sonho e vou chegar a desesperar, pensar em desistir de tudo, incluindo a própria vida. Mas também vou contar com o apoio de várias pessoas que gostam das t’shirts e poster que faço… do Bruno, que será o meu grande amigo, da minha mãe, da professora Rute, que até vai grafitar comigo… e do marido dela, o doutor Fialho – com quem terei, aliás, conversas ricas e surpreendentes. A certa altura será ele a dizer-me que estou a ajudá-lo numa fase complicada que atravessa e só mais tarde vou perceber que ele está com uma doença terminal.

TOMÁS ROSSI [Marco Costa]: Se há alguém que sabe que sabe o que significa perder a alegria de viver, essa pessoa sou eu. Voltei para Portugal há cinco anos, depois de a mulher da minha vida ter morrido num acidente de viação, em Londres, onde vivíamos. Aqui encontrei o apoio da minha irmã Marisa e do meu melhor amigo, o Daniel, que me tornou sócio da oficina, onde sou responsável pela gestão das encomendas e ainda ajudo no restauro de móveis. Vou identificar-me com a angústia do Daniel, ajudá-lo a tentar recuperar a memória da Rosa e a descobrir quem é a verdadeira Narcisa. A tragédia que vitimou a minha esposa tornou-me desligado do lado emocional da minha vida e chego a ser frívolo na forma como me envolvo com outras mulheres. Vou tentar ultrapassar este bloqueio nas consultas com o doutor Fialho. Quando me apaixonar pela Lia e descobrir que pode haver um novo e bom motivo para ter vontade de viver. Nem que seja mais um dia.

MARISA ROSSI [Débora Monteiro]: Falo rápido, sou frenética e difícil de conquistar. Mas a Rosa conseguiu isso… A nossa cumplicidade é pessoal e também profissional – tenho uma empresa de organização de eventos e em todos incluo criações da Floriz. A Narcisa não me inspira confiança e, no momento certo, vou fazer-lhe frente. No início da trama, vou ter um caso com o Hugo, porque a minha libido não é só feita de convicções e o humor tosco dele desmonta o meu lado mais cerebral. No decorrer da história, vou alugar uma sala para festas de crianças no Aliança, onde também pratico ginástica. A minha sensualidade e a lycra vão aumentar o ritmo cardíaco do Fialho, do Rui (e do padre Samuel, embora ele nunca vá admitir, claro…) e, mais tarde na história, vou acabar mesmo por me envolver com um deles… É fácil descobrir quem é… A surpresa vai ser mais a forma como o cupido nos vai atingir.

FERNANDO OLIVEIRA [Afonso Lagarto]: Sou um romântico incurável. Não sei se é porque vivo numa ilha apaixonante, se é porque vi muitas vezes “A Lagoa Azul”, mas ainda acredito que, apesar das tentações, há amores que nascem puros e duram uma vida. O primeiro que tive foi pela minha prima Paula, mas teve um final Shakespeariano. Ela mudou-se para Lisboa com o dinheiro que lhe emprestei e nunca mais voltou, nem atendeu o telefone. Curei o desgosto com o foco no trabalho como guia turístico no Funchal, onde sou dono de um palheiro que alugo para turismo. Quando a Paula regressar à Madeira e voltar a usar-me para se dar bem, vou ser mais esperto que o amor. Vou descobrir os trambiques dela no meu trabalho, vou perseguila até Lisboa para cobrar tudo o que é meu… e vou conhecer a Renata. O amor insiste em ser complicado e a cruzar-se no meu caminho. A nossa paixão vai ser turbulenta, porque a Renata é intensa e tem uma bagagem emocional gigante chamada Artur. Mas eu sempre respeitei a minha determinação e as vontades do destino. E se ele nos cruzou é porque, tal como eu, acredita que vamos fazer felizes.

PAULA OLIVEIRA [Liliana Santos]: Nasci na Madeira, mas o meu sonho sempre foi vir para o Continente. Aliás, quando olho para a minha vida ela está claramente dividida em duas fases: antes e depois de ter chegado a Lisboa. Aqui, sinto-me mais livre, mais próxima dos meus mundos… Em suma: mais eu. Não quer dizer que deteste a Madeira, mas assim que cheguei a Lisboa para tirar o curso de Arquitetura, nunca mais pensei em voltar. Então, depois de ter ido trabalhar para o atelier do César, aí é que a minha vida deu mesmo uma grande volta. Nunca fui tão feliz nesse período: dediquei-me tanto à arquitetura como à felicidade dele. O César é o homem da minha vida, e, apesar de ainda não termos a relação que gostaria, espero que, mais cedo ou mais tarde, ele perceba que sou a mulher perfeita para ele, a única que o ama exatamente como ele é. Por isso, que vou ajudá-lo a lutar por aquilo que ele quer. É claro que vai ser um problema quando ele for obrigado a pagar uma indemnização astronómica ao trabalhador que morreu e o atelier fechar… Desempregada, vou ficar sem alternativas e ter de regressar a Madeira. Que ódio! Vai ser difícil ter de voltar a ver o meu primo Nando, pedir-lhe ajuda, fingir-me arrependida. Mas, vou recorrer à Jennifer Lawrence que existe dentro de mim e enganar aquele idiota outra vez, de forma a voltar rapidamente para Lisboa. Mas aí vou encontrar uma inesperada adversária de peso: a Narcisa.

HUGO GUEDES [Pedro Sousa]: O meu físico transpira a professor de ginásio, mas é a trabalhar nas estufas da Floriz que me sinto em forma. A minha paixão por flores é a mesma que tenho pelas mulheres. Se há tantas espécies, por que raio é que só vou dedicar-me a uma? O perfume da Marisa é intenso e raramente lhe resisto. Mas é o mistério e o ar puro da Gabriela que me deixa mesmo louco! Por ela acho que prescindia de ter um jardim de mulheres para ter um ramo, só de Gabriela. Quando descobrir o cantinho secreto da minha musa na estufa vou propor-lhe expandir o negócio. Vamos plantar e vender plantas medicinais sem ninguém saber até que um dia todos vão descobrir… Pensei que esta ideia ia darnos mais dinheiro do que problemas… mas a cena vai ser mais ao contrário.

LIA PEREIRA [Sofia Correia]: Não sou convencida, mas odeio falsas modéstias: eu sou bonita, simpática e bem-falante. Sempre vivi em Tomar até ser escolhida para ir trabalhar para a loja de flores da Floriz que abriu há pouco tempo, em Lisboa. Até nem me importava de ir para o Bairro Alto até às tantas, fazer compras no Chiado ou passear em Belém, se o Hugo, o homem mais lindo do mundo, tivesse vindo comigo. Mas se ele já não olhava para mim e trabalhávamos juntos nas estufas, agora, a mais de cem quilómetros de distância, temo pelo dia em que ele me pergunte o nome… Eu pedi à Gabriela, a minha melhor amiga, para ficar de olho nele e contar-me TU-DO o que se passar na estufa. Vou ter um desgosto quando descobrir que ele anda enrolado com a Marisa, uma assanhada, metida a mulher de negócios. Mas não vou desmoralizar; ela não é para casar, por isso, não joga no mesmo campeonato do que eu. O problema vai ser mesmo quando ele se interessar pela Gabriela! Aí, o meu mundo vai tremer… Como é que eles foram capazes? A Gabriela sempre foi aquela menina insonsa… nem bonita, nem feia… nem burra, nem inteligente… Enfim, nunca se deu por ela… Não entendo como isto foi acontecer, mas só quero voltar para a estufa para poder pôr tudo de volta no seu devido lugar.

GABRIELA GALVÃO [Mafalda Jara]: Sempre fui tímida e nunca gostei de dar nas vistas. Não gosto de roupa, nem de sapatos e não tenho paciência para ficar horas em frente ao espelho a arranjar-me. A Lia, a minha melhor amiga, sempre me disse que sou desleixada; eu acho que sou apenas… prática. Mas ela tem razão numa coisa: assim nunca vou casar. Se, com esta idade, nunca tive um namorado, imagine-se um marido. Sempre fui apaixonada por flores e concentrei-me nelas, são minhas amigas, companheiras, falam comigo e eu com elas. Graças a esta relação, ganhei um novo apelido: maluca, mas não me importo. Nunca fui particularmente dotada na escola, mas sei tudo sobre plantas. Na estufa, vou começar por plantar, em segredo, algumas sementes com efeitos medicinais e em pouco tempo aquilo vai se transformar num inesperado “negócio” de sucesso. O Hugo vai ser o primeiro a descobrir. Vamos aproximar-nos, conhecer melhor e ele vai apaixonar-se por mim – pelo menos é o que ele diz –, mas eu acho que ele tem mais interesse no meu negócio… De qualquer forma, o meu coração vai balançar e a minha cabeça vai ficar virada do avesso: ele é o amor da vida da Lia. Mais… Eu sou virgem e tenho muita vergonha. E se não souber fazer as coisas como deve de ser? E se depois, depois de… Vocês sabem, ele não quiser nada comigo? Vou perder a minha melhor amiga e o meu amor? Paralelamente a tudo isto, a Narcisa e o Moisés vão descobrir o que ando a fazer, vão meter-se comigo e quase estragam tudo.

SAMUEL GARCIA [Joaquim Horta]: Se há profissão no mundo que sofre com o preconceito é a minha: Padre. Formei-me em Direito, tive algumas namoradas, mas um chamamento e uma fé absoluta fez-me seguir pelo sacerdócio. A vocação é um conceito difícil de perceber. Como em todas as relações, a minha com Deus também teve momentos menos bons, mas nunca me arrependi da minha escolha. Ingressei pela congregação missionária, já viajei pelo mundo, construí escolas, lavei sanitas, dei aulas, aprendi a cultivar café e levei Deus ao coração de muitas pessoas. Pratico natação, adoro competir e detesto perder. Vou conhecer a Sofia, uma das nadadoras mais promissoras do nosso país e vou torcer muito por ela, mas quando ela ficar grávida e pensar em abortar para participar das Olimpíadas, vamos ter grandes conflitos: é um crime contra a vida, ponto final. Durante a trama também vou conhecer a história da Rosa, atropelada numa peregrinação, e vou tentar ajudá-la na procura de respostas para o drama e inquietação em que vive. Agora quem me vai tirar do sério é a irmã dela, a ultrarreligiosa Narcisa que, admito, é o tipo de católica que me causa urticária e a quem culpo pelo afastamento das pessoas da Igreja. Actualmente, trabalho com os mais desfavorecidos e quando a filha do Rui, a Renata, voltar a Portugal, vou-me associar à empresa dela e do Artur, com o intuito de ajudar os marginalizados a reintegrarem-se na sociedade.

ANTÔNIO ROSADO [Luís Gaspar]: Só me vão conhecer numa fase bem adiantada da história, quando a Narcisa já estiver a “reinar” na Floriz. E rapidamente vou perceber que a coitada da irmã não se lembra porque é que elas viraram costas uma à outra. Essa vai ser a minha grande arma para usar contra a Narcisa e finalmente ter a vida que sempre quis.

Fonte: Rainha das Flores, novela da SIC e A Televisão

Real Time Web Analytics